Situações ou queixas mais frequentes
As principais necessidades e aquisições da vida adulta, podem resumir-se às capacidades de amar e trabalhar, conseguindo estabelecer e conservar laços afectivos duradouros e satisfatórios.
Por vezes, certas formas de sentir, agir ou de pensar parecem “instalar-se” em nós, dificultando alguma ou ambas estas áreas da vida, e de um modo particular certos relacionamentos, sobretudo de maior intimidade.
É comum surgir um sentimento de insatisfação pessoal, que então se mantém como “pano de fundo”, mesmo em circunstâncias que normalmente dariam prazer.
Este descontentamento, pode ser vivido com a sensação de conflito interno ou de impasse, acompanhando-se de estados emocionais difíceis, que “consomem” o próprio num esforço, muitas vezes sem resultados, para os afastar ou dominar.
Alguns destes estados emocionais, que se juntam a outros sintomas ou queixas, independentemente das áreas específicas em que se possam manifestar, são os seguintes:
- Incapacidade
- Inferioridade
- Tristeza / abatimento
- Culpa
- Ansiedade
- Instabilidade do humor
- Agressividade
- Medos
- Desconfiança
- Pensamento confuso
- Dificuldade no controlo dos impulsos
O Acompanhamento Psicológico e a Psicoterapia individual
Têm como finalidade o alívio ou remoção do sofrimento/mal-estar psicológico associado à(s) queixa(s) actual(ais), mediante o reconhecimento, compreensão e resolução dos factores que a(s) originam.
Trata-se de uma nova relação de empatia, disponibilidade e segurança, com um enquadramento específico – regido em primeiro lugar pelo respeito pela individualidade da pessoa, considerada nas suas múltiplas dimensões.
Nesta a pessoa e o(a) psicoterapeuta vão em conjunto formar um “terceiro lugar” ou possibilidade de pensar, permitindo a descoberta de significados para as suas dificuldades, a partir de novos ângulos e perspectivas.
Progressivamente, no lugar da queixa e do sofrimento psicológico que até aí “comandavam” uma parte significativa da sua vida, passará a estar a própria pessoa com as suas capacidades, maior compreensão sobre si, e com formas mais amplas de escolher e se relacionar, mais de acordo com quem realmente é e o que deseja.
A Avaliação Psicológica
A avaliação psicológica tem como finalidade o diagnóstico e a compreensão dos sintomas ou queixas actuais da pessoa, na relação com as características do seu funcionamento psicológico geral, permitindo identificar possíveis áreas problemáticas e a eventual necessidade de outras intervenções.
Consiste num número limitado de consultas, que integram a entrevista clínica e a aplicação de provas psicológicas, terminando com a devolução dos resultados, e caso se deseje, com a entrega de um relatório.
Este relatório poderá ter como finalidade, situações de reforma; situações judiciais; situações de saúde, a pedido de médicos especialistas, entre outras.
Consoante a situação e o objectivo a que se destina, a avaliação poderá ser global ou limitar-se a alguma modalidade específica, como as seguintes:
- Avaliação das funções intelectuais: atenção, memória, raciocínio
- Avaliação da personalidade: o seu desenvolvimento e funcionamento
- Avaliação e diagnóstico psicopatológico
A Terapia de casal
É um caminho onde a procura e o pensar “a dois”, com o psicoterapeuta, tem como objectivo identificar, compreender e ajudar a superar dificuldades ou impasses surgidos na relação conjugal, ampliando as possibilidades de uma vida mais satisfatória para ambos.
É indicada para casais em diferentes fases do ciclo de vida e com dificuldades diversas, de entre as quais, e com frequência se destacam as seguintes:
- Casais cuja insatisfação na relação se arrasta há um longo período tempo, por vezes há vários anos, e que se manifesta por queixas, como:
- Dificuldades na intimidade, na sexualidade do casal
- Dificuldades de comunicação
- Relações difíceis com as famílias de origem
- Divergências na forma de gerir a relação com os filhos
- Casais com uma relação satisfatória anterior e que se deparam subitamente com uma situação de crise, que põe em causa a continuidade ou a qualidade da relação, podendo aparentemente ter sido desencadeada por um ou por ambos os membros, como:
- Relações extra conjugais
- Violência física ou emocional
- Desinvestimento amoroso na relação
- Acontecimento acidental na família, como problemas com um filho, ou outros
- Casais com uma relação satisfatória mas que receiam que algumas circunstâncias, presentes ou futuras prejudiquem a relação, como é o caso, entre outros, de casais que constituiriam uma nova relação após divórcio de um ou de ambos.
A Terapia familiar
Constitui um espaço de comunicação, descoberta e compreensão conjunta dos modos de funcionamento da família enquanto grupo total, procurando a resolução do problema ou da queixa, mediante o encontro de um novo equilíbrio nas relações e no sistema familiar.
A terapia familiar enquanto processo e diálogo que se constrói com a família, mais do que oferecer soluções, mobiliza as suas próprias competências e capacidades de mudança, favorecendo o estabelecimento de laços emocionais mais abertos numa dinâmica familiar mais satisfatória.
Alguns acontecimentos ou crises acidentais na família nuclear ou alargada, que com frequência provocam situações de bloqueio, conflito ou de impasse, desorganizando o equilíbrio familiar, podem estar entre os seguintes:
- Dificuldades na relação com filhos, por acontecimentos ou fases da vida diversos
- Dificuldades relacionadas com nascimento de uma criança, com algum deficit ou problemática
- Problema psíquico diagnosticado num dos membros, como anorexia, depressão, psicose, comportamentos aditivos, ou outros.
- Morte de um elemento da família, ou familiar próximo